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9 Regras para a Criação de uma Criança Tímida

Maus e Bons Hábitos, tudo é uma questão de Aprendizado...
"Poucas pessoas sabem, ou se dão conta disso, mas, assim como os vícios se tornam hábitos, com os pensamentos negativos ocorre a mesma coisa..."
9 Regras para a Criação de uma Criança Tímida

A criança não aprende sem ter uma fonte como referencial, daí a importância dos bons e edificantes exemplos...

Examinando a Questão...

A timidez é acima de tudo um aprendizado, uma forma de condicionamento, um estado de comportamento criado por nós, a exemplo de um hábito comum.

E há o temperamento natural de uma criança. Trata-se de sua predisposição inata para se identificar com algumas coisas ou preferências e rejeitar outras. E no final das contas, a influência de sua mesologia vai exercer um papel importante no direcionamento de vários aspectos do seu temperamento, potencializando alguns traços comportamentais e atrofiando outros.

Por exemplo, uma criança de temperamento extrovertido, só assim irá permanecer se encontrar em seu meio de convívio as condições que apóiem essa característica, ou traço oculto de sua personalidade. Por isso existem as crianças extrovertidas que são tímidas, quando estão fora do seu meio de convivência. E há também o inverso, as crianças mais recatadas que são extrovertidas, que circulam com desenvoltura em qualquer meio. Nesse caso o condicionamento recebido fez a diferença.

Muitas vezes crianças consideradas tímidas de verdade não o são, e apenas estão demonstrando o aspecto pacato do seu temperamento. Mas de tanto ouvir dos outros que é tímida, acabará aceitando o rótulo e passará a incorporar publicamente os caracteres que personalizam os indivíduos portadores desse tipo de comportamento.

Com frequência nos chegam as crianças tímidas. Não porque assim nasceram, mas porque foram fabricadas, criadas até de forma involuntária, uma vez que bem poucos, no papel de pais e educadores, conhecem as regras enumeradas abaixo. São quesitos simples, facilmente comprováveis, seja em casa ou na escola, seja entre incultos ou cultos.

Evidentemente que a lista servirá apenas como um prático guia para nos conscientizarmos das causas. Mas, não estão listadas todas, apenas algumas. E talvez até sirvam como orientação, de alerta para os pais reciclarem velhos hábitos posturais responsáveis pela criação de psicopatologias dessa natureza.

E por último, o temperamento das crianças deve ser estudado desde o nascimento. Se bem avaliadas nesse quesito, podemos descobrir qual a melhor forma de orientá-las, e tudo isso de acordo com suas predisposições inatas, o que potencializará seu aprendizado, inteligência e qualidade cognitiva.

Finalmente, uma ressalva que julgamos da maior importância: A timidez nem sempre é caracterizada por um estado permanente de tristeza, mas, antes disso, de permanente baixa Autoestima que pode conduzir à Depressão.

Eis, o modo como é construído o perfil comportamental de uma criança Tímida. Conheça as nove regras preliminares...

  • Sempre compare sua criança com a criança do vizinho, ou do seu amigo, ou com seu irmão, especialmente quando o motivo da comparação é uma habilidade, dote intelectual ou atributo físico que a mesma não possui.
  • Cubra-a de elogios por qualquer motivo, de modo que cresça ofuscada pelo mimo e caprichos caseiros, ocultando assim suas falhas, defeitos pessoais e hábitos patológicos. Depois de crescida ela ficará surpresa com as críticas do mundo lá fora, sem compreender os motivos, já que se negaram a fazer isso em casa.
  • Revele, diante dos seus colegas, mesmo em tom de brincadeira, situações que lhe sejam embaraçosas, especialmente aquelas pequenas manias que ela tenta esconder de todos. Pode ser também suas pequenas preferências, que antes eram apenas segredos caseiros. Mas antes, saiba que isso a fará sentir-se envergonhada, com a autoestima reduzida diante dos amigos.
  • Obrigue-a a comportar-se de modo contrário às suas predisposições naturais, indicando claramente que as nuances do seu comportamento ou traços mais visíveis de sua personalidade atual, não tem valor. Doravante ela sentir-se-á uma anomalia diante das outras crianças.
  • Defina a beleza como uma obrigação. Assim, diante do espelho, ao se comparar com a evidente beleza das outras, ao sentir-se na impossibilidade de imitá-las, acreditará que é um traste, um experimento somático defeituoso, uma verdadeira aberração digna de ser rejeitada pelo mundo. 6. Ignore seus talentos naturais, ao exaltar as qualidades dos outros, sempre tomando como referência os mais hábeis, os vencedores, ou aqueles ícones especialmente construídos para o mercado das aparências, com a intenção de alimentar todo aquele circo midiático criado para fisgar tolos.
  • Deixe-a embaraçada na frente dos amigos ou convidados, através de comentários jocosos, comentando seu modo de vestir, o andar, a fala, seus gostos pessoais e cacoetes. Desse modo ela tenderá à reclusão, sentirá vergonha de se expressar ou exibir-se publicamente, e terá uma acentuada inclinação para acreditar tratar-se da encarnação de uma anomalia diante de um mundo de indivíduos perfeitos.
  • Menospreze suas opiniões, mesmo sabendo que uma criança ainda carece de experiência para tê-las com coesão. Ressalte as opiniões daqueles que sabem tudo, especialmente crianças superdotadas, aquelas consideradas gênios, ou as mais velhas, assim, doravante, ela sentir-se-á naturalmente insegura, temerosa de fazer qualquer tipo de comentário, ou opinião, seja na sua presença ou diante de estranhos.
  • Esconda-lhe ou ignore suas limitações e suavize as falhas, assim, ao entrar em contato com o mundo real, longe do seguro ambiente do lar, local onde se sente importante e tem valor, quando suas fraquezas e defeitos serão expostos publicamente, sentir-se-á humilhada e fraca. E sem saber como lidar com a aquela verdade óbvia, que sempre foi maquiada dentro de casa, não terá forças para reagir.

Acredite, agindo dessa forma, com certeza, em pouco tempo, terá diante de si uma criança capaz de temer até a própria sombra.


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