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15 Coisas de valor que as Crianças nos Ensinam

O ato de Observar uma criança pode ser mais rico e compensador para sua vida do que qualquer experiência ou programa de Autoconhecimento que já fez ou faça parte do seu viver...
"Para descobrir deficiências pessoais, ter o olho aberto não ajuda. Ter uma mente aberta e fugir da autoidolatria é o começo do caminho..."
15 Coisas de valor que as Crianças nos Ensinam

Não adianta insistir, Padrões que não educam devem ser descartados e esquecidos de uma vez por todas...

Introdução...

Existem professores treinados em psicologia que dizem saber tudo da natureza humana, e mesmo assim, pouco tem a nos dizer. Uma criança, ainda não sabe nada sobre o viver, e mesmo assim sua vida é o ensinamento mais rico do mundo, mas apenas para quem for capaz de enxergar esse fato com lucidez.

Agora imagine se tivéssemos a mente inocente de uma criança e todo repertório cognitivo do qual hoje, como adultos, dispomos? Nesse caso, Mente inocente significa ter flexibilidade plena, sentir-se livre e motivado para explorar. Significa não se apegar aos dogmas ou as regras rígidas e inquebráveis da tradição. Significa esquecer o que é mágoa e não valorizar o egocentrismo de quem precisa se tornar importante; de quem não pode cometer falhas e precisa agradar a todos. Significa não se importar de experimentar o mundo sensorial que está diante de si; de aprender sem seguir protocolos; de descobrir que os erros são tentativas válidas, caminhos naturais quando se deseja chegar à solução de um problema.

A seguir você encontra alguns aforismos, meditações ou reflexões que poderão ser úteis em seu magistério pessoal, seja no papel de pai ou educador.

15 Aforismos que retratam a Natureza infantil original, assim como ela é, quando ainda não foi contaminda pelos caracteres dos Adultos...

A mente de uma criança é como um imenso livro com folhas em branco onde podemos escrever qualquer coisa, seja ela negativa ou positiva. Isso quer dizer que, para uma criança, comportamentos patológicos ou sadios são apenas instruções, orientações com potencial cognitivo que ela vai assimilar e imitar sem restrições.

Para uma criança cada dia é diferente do outro. Ou seja, o dia anterior foi o dia anterior e não faz mais parte do seu agora, e isso inclui os problemas daquele dia. O novo dia é tudo o que importa, e segundo o seu ponto de vista é só o que existe. Aqui ela começa tudo de novo, mas, sem jamais se esquecer dos erros ou tentativas de acerto já experimentados.

Do dia anterior a única coisa que ela traz é o que aprendeu, e mesmo assim, não sabe disso. Quer dizer, ela não sabe que já aprendeu antes como enfrentar uma situação nova, do novo dia que surge à sua frente. Ela apenas enfrenta a nova situação, como se realmente fosse nova, e concentra nela toda sua energia, atenção e experiência acumulada.

Os erros que cometeu no dia anterior, não lembra mais. No entanto, agora já sabe o que é errado, embora não lembre onde e como aprendeu isso. Caso venha a se lembrar, não dará importância ao fato. O importante é que ela já sabe como não deve fazer uma coisa que já fez errado antes, e a mesma regra vale para os acertos.

No processo da descoberta de como resolver uma problema, toda sua atenção tem apenas um foco, e esta é a solução daquela questão. Mas seu modo de enxergar um problema é diferente do nosso. Para ela, aquilo não representa uma questão vital, mas apenas uma brincadeira com aspecto de desafio que exige sua melhor abordagem.

Por isso ela não se apega ao problema. Ao invés disso, examina a questão e, caso não encontre a solução de imediato, vai fazer outra coisa. E eis seu grande segredo. Volta depois ao problema, mas, agora vai examiná-lo de uma forma sempre nova, como se fosse novo, mas, sem esquecer de tudo o que já aprendeu com ele antes.

E eis que surge dentro de sua inocência a solução que julga mais adequada, e esta, eventualmente, também inclui, simplesmente, o descarte total daquela questão. Não porque desistiu, mas, antes disso, porque não considera mais aquilo como um problema. Daí pra frente vai usá-lo, mas não como problema, e sim como referência. Feito isso, aquilo deixou de ser um problema e passa a servir de gabarito para quando encontrar situações que poderiam resultar em desdobramentos semelhantes, ou como simples ladrões do seu tempo livre.

Na busca por uma solução, como ela não tem conhecimentos sofisticados e consequentemente a capacidade ou condicionamento para complicar as coisas, suas soluções são as mais simples e diretas possíveis.

Desse modo, um problema para uma criança, na maioria das vezes, não constitui de fato um "obstáculo", mas uma necessidade básica; uma força motivacional e combustível para seu processo cognitivo.

Ambientes que não ofereçam desafios e problemas, estes, para elas, não têm a menor graça. Ou seja, problemas para uma criança não deferem de diversão, uma oportunidade sem igual para aprender. Tanto que, muitas vezes, mesmo depois de descobrir uma solução, retorna à mesma questão apenas para solucioná-la de outra forma.

No processo da busca por uma resposta, ela pode desistir centenas de vezes, e tentará milhares de vezes, embora jamais esqueça de verdade daquela questão. É bom lembrar que, mesmo após descartar aquela questão, ainda assim irá usá-la como medida para outras situações, e isso inclui evitar caminhos capazes de conduzi-la a embaraços semelhantes, especialmente com sacrifício do seu tempo.

Um novo dia, para uma criança, é de fato um novo dia. Esse novo dia não faz parte do dia anterior. Por isso que é tão comum as crianças brincarem com seus velhos brinquedos como se tivessem acabado de ganhá-los.

“Um mestre de verdade não espera que as crianças o imitem, mas, ao invés disso, tudo fará para que elas descubram, sem nenhum tipo de indução, suas próprias preferências e inclinações.”

Uma criança quando adoece, não sabe que ficar doente é ruim. E apesar de sentir os efeitos físicos da doença, planeja seu futuro como se não existisse obstáculo algum à sua frente. Importante é observar que ela não costuma dizer: "Se eu ficar boa..."; o mais comum é: "Quando eu melhorar..."

Uma criança tem a capacidade excepcional de guardar para sempre os bons momentos e usá-los como experiência pelo resto de sua vida. Tem também a capacidade de guardar para sempre os maus momentos e usá-los como experiência para o resto de sua vida.

Ela não conta os dias que já viveu ou ainda vai viver, uma vez que nada disso parece ter importância. Sua vida é um eterno palco de aprendizado, onde assimila qualquer coisa, tanto o mau quanto o bom exemplo.

Viver para ela é uma coisa muito simples. E pensa: "amanhã eu faço de novo." Nunca diz, "amanhã eu tento de novo", ou especula: "será que isso vai dar certo amanhã?" Para ela, incerteza é apenas uma palavra cujo significado e consequências desconhece. Fazer, não fazer; tentar e tentar mais, para ela, é uma mesma coisa.

O dia, para uma criança, não tem o limite de oito ou vinte e quatro horas, afinal de contas, para ela o tempo cronológico não existe. Todo tempo do mundo se resume ao dia atual. Apenas o tempo psicológico faz parte de sua vida. E tempo psicológico não trabalha dentro dos ponteiros de um relógio. O tempo psicológico concentra toda sua vida naquele único minuto ou instante, o momento atual, ou agora, enquanto interage com seus desafios.

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