Dicas para Autorreciclagem

7 Equívocos ou Mitos que Ocorrem Durante o Processo de Investigação da sua Verdadeira Vocação

A diferença entre o mau e o bom profissional não é apenas sua competência, mas também a qualidade do seu caráter...
"O educador que não duvida de nada é um multiplicador de alunos que acreditam em tudo..."
7 Equívocos ou Mitos que Ocorrem Durante o Processo de Investigação da sua Verdadeira Vocação

A criatividade pessoal ganha status de arte quando se manifesta a partir dos dotes vocacionais...

Examinando a Questão...

Um profissional que não exerce sua função por vocação terá uma grande dificuldade em ser criativo, uma vez que tem no trabalho uma obrigação, o que caracteriza um cativeiro dos mais cruéis. Por isso nunca se sentirá plenamente realizado, muito menos em paz consigo mesmo, isso quando levamos em conta que a realização pessoal, além da boa ressonância nos interrelacionamentos, não pode deixar de fora o bem estar no trabalho.

Mas pouca gente sabe o que é vocação. Muito menos como descobrir a sua. E já que escola não nos ensina nada sobe isso, eis alguns segredos ou mitos sobre o assunto que precisam ser esclarecidos antes que seja tarde demais. Entretanto, convidamos o leitor a duvidar de tudo, até do que está aqui escrito. Investigue, examine cuidadosamente a lógica de cada questão. Faça uma digestão lúcida de tudo que recebe, não importa qual seja o status da autoridade patrocinadora, e, finalmente, tire suas próprias conclusões.

Eis a seguir uma lista com os mitos mais frequentes sobre esse controverso assunto.

A escola é o melhor lugar para se descobrir a verdadeira vocação...

Na verdade é o pior lugar, mas não porque não fosse adequado, e sim por incompetência da instituição. Assim, descobrir a vocação dentro de uma sala de aula equivale a encontrar pepitas de ouro dentro de ovos. Ocorre que a proposta da escola tradicional, faz tempo, deixou de ser educativa, uma vez que sua pauta pedagógica se limita ao ensino de disciplinas instituídas por lei, a maioria sem nenhum valor cognitivo ou prático para nossas vidas.

Ali não se aprende a duvidar, o que significaria desenvolver o senso crítico; muito menos se aprende sobre a ciência da vida. O aluno não aprende a aprender, nem como resolver conflitos pessoais, mas logo se torna um mestre em repetir, e o que é pior, só o que não interessa. Trata-se de um mundo particular, totalmente segregado do mundo real, onde apenas bobagens acadêmicas são jogadas dentro dos seus cérebros, a exemplo de um saco que se presta a guardar bugigangas que foram descartadas por falta de uso. E naquele ambiente, acadêmico apenas por definição mercadológica, falar sobre vocação tem o mesmo impacto de um ato terrorista.

Vocação se descobre a partir de um questionário com múltiplas questões que analisam o perfil do candidato...

Se você acredita que isso seja verdadeiro, também deve acreditar que os personagens dos contos da carochinha são entidades reais.

Uma idiossincrasia ou predisposição inata não se revela através de gabaritos ou enquetes pré-fabricadas por pseudo-acadêmicos. No entanto, pode funcionar como um processo indutivo – persuasão ou autohipnose –, e esse tipo de abordagem, nem de longe, tem alguma relação com vocação. Assim, o candidato é convencido através do direcionamento intencional das questões a acreditar que está de acordo com “um certo perfil ou conjunto de inclinações”, mas isso está mais para lavagem cerebral do que a natural descoberta de uma vocação.

A Vocação é um processo que só aflora da puberdade em diante...

A vocação é mais facilmente descoberta ainda na infância, quando a criança age com naturalidade, sem as amarras de uma mente já condicionada e repleta de sugestões. Já condicionado, o jovem fica confuso, e isso acaba por deformar ou sufocar suas verdadeiras potencialidades e idiossincrasias. No entanto, entre adultos e jovens pode aflorar naturalmente, a qualquer momento, mas jamais sem uma condição que sirva de estímulo.

O indivíduo pode ter uma vocação num determinado período de sua vida e depois mudar para outra anulando a primeira...

Vocação não é uma qualificação, nem uma habilidade adquirida através de cursos ou treinamentos, apesar de que, durante o andamento informal de uma qualificação qualquer, pode aflorar inesperadamente. E embora uma vocação possa se desdobrar em múltiplas habilidades, ela não muda com o tempo, e sim, ao invés disso, se potencializa. No entanto, às vezes pode ocorrer o despertar da vocação secundária, entretanto, sem anular a primária.

Com o tempo, e pela repetição sistemática durante anos, uma atividade profissional acaba se transformando em vocação...

No exercício de uma atividade profissional, com o passar dos anos, pode ocorrer um processo de identificação a partir da repetição, o que acaba por criar acomodação. No entanto, esse hábito patrocinado pelas circunstâncias ou outras vezes por necessidade, não deve ser confundido com vocação. Adaptação por força de uma obrigação não passa de conformação ou amoldamento, e embora depois se transforme em rotina, não tem o mesmo peso de uma capacitação por predisposição inata. A Vocação é sempre natural. E sendo vocação, durante o exercício de uma profissão, não serão necessários longos anos de espera para que se tenha uma certeza.

Depois de descoberta, a vocação poderá se transformar em frustração...

A carreira profissional, algumas vezes, poderá se transformar em decepção. Isso ocorre principalmente porque o indivíduo não se sente valorizado, ou mesmo porque não vê um resultado profícuo no trabalho realizado. O mais comum é que exerçamos uma profissão durante anos apenas por força de uma obrigação social ou imposição de uma conjuntura que está além do nosso controle.

Ocorrências dessa natureza poderão surgir a partir de uma oportunidade, e com o tempo acabamos por nos identificar, o que pode culminar com uma excelência no exercício daquela função. Entretanto, no final, ainda restará uma sensação de vazio, um forte e inconfundível sentimento de que alguma coisa ficou pendente, o que não ocorreria no caso da verdadeira vocação, com ou sem resultados materiais relevantes.

A única forma de realização profissional se dá com a descoberta da vocação...

Nem sempre é assim. Pode ocorrer de nos realizarmos em uma atividade que não esteja de acordo com a nossa vocação. No entanto, não será uma realização plena, o que no fundo pode provocar um sentimento sufocado de frustração. A vocação potencializa nosso desempenho ao máximo, o que nos torna naturalmente mais produtivos, criativos, sempre motivados e com a autoestima em dia.

Como já foi dito antes, há sempre uma vocação secundária escondida lá dentro do nosso inconsciente, que pode ou não estar relacionada com a primária. O sentimento de felicidade plena na execução do nosso trabalho, com ou sem repercussão pública, ou mesmo resultados compensadores; com ou sem ganhos financeiros, prêmios ou méritos, essas coisas nos dirão de forma clara em qual condição nos encontramos.


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