Dicas para Autorreciclagem

A Criança e os Mimos, a arte Subliminar da Corrupção...

Um estudo analítico que examina se existe algum benefício ou efeito positivo da prática dos Mimos na educação Infantil....
"Um boneco de corda analógica, que é na verdade uma espécie de Marionete mais sofisticada, só é capaz de funcionar a partir da vontade e comando do seu dono..."
A Criança e os Mimos, a arte Subliminar da Corrupção

Não é o excesso de conhecimento que aliena o homem, mas, antes disso, apenas o desnecessário...

Avaliando a Questão...

Além de saúde, o que inclui uma alimentação adequada e apoio material, são itens imprescindíveis para a boa formação psicológica de uma criança, atenção, carinho, cortesia, e especialmente respeito. Respeito é simplesmente ter o cuidado e a consideração de não contaminá-la com nossos vícios patológicos, manias e maus hábitos.

Sim, nós somos os agentes contaminadores de sua psique, uma vez que elas, psicologicamente falando, nos primeiros anos de vida, ainda não têm uma personalidade pontuada pelos costumes sociais, e sequer pensam de forma lógica. Suas mentes estão vazias. Ali não existem memórias, nenhum repertório enumerando suas experiências de vida, e sem isso, não são capazes de pensar, ao menos de forma lógica, analógica e consciente, a exemplo de nós adultos.

Mas, logo nos encarregamos de preenchê-las com os caracteres que consideramos mais preciosos em nossa personalidade, tais como, vaidades, crendices e crenças religiosas, ideologias, superstições, medos, paranóias, fanatismo, assim como os desejos e preferências mais bizarras. Isso ocorre porque somos uma maioria cuja convicção é de que temos o dever ou a missão divina de reconfigurar o mundo de acordo com nossos gostos, caprichos e opiniões.

Pequenos gestos que são grandes exemplos de condutas Nosográficas.

Observe o que motiva um corrupto, se não é a satisfação por lucrar alguma coisa ou de ser cortejado com inúmeros agrados. É o desejo de sentir-se poderoso pelo assédio dos bajuladores, um séquito de adoradores, também corruptos, sempre à espreita de uma oportunidade para receber algum favor, de preferência sem nenhum esforço ou a necessidade de contrapartidas.

Imagine se existisse uma maneira de tornar nossa vida mais fácil, confortável, especialmente quando essa conquista não demandasse esforço algum de nossa parte. Seria o tipo de benefício que, além de muito vantajoso, deveria ser incorporado ao nosso patrimônio ou status pessoal, como uma espécie de doação espontânea.

Se pudéssemos com poucas palavras traçar o perfil íntimo de um corrupto, o que teríamos pela frente? Trata-se daquele sujeito que já sai de casa na expectativa de trazer da rua um pacote sempre crescente de vantagens. Um homem que desconhece a ética, um fiel partidário da lei do menor esforço. Um indivíduo que está sempre disposto a mentir e explorar os incautos sem nenhum pudor, se o propósito for atingir suas metas de autorrealização.

Quando uma criança é tratada como mimos exagerados, quer dizer presentes e todo um aparato de agrados para que cumpra com seus deveres, ela está diante das mesmas condições que também motivam um corrupto. São compensações para escovar os dentes, ir à escola, ir dormir cedo, pentear o cabelo; para não embirrar com os irmãos. Então, que tipo de mensagem estamos inserindo na personalidade desse pequeno?

A educação caseira é um processo que deveria ser levado a sério...

Criança precisa de educação, zelo, respeito e carinho. Também precisa de disciplina ordenada, que é o sentido de organização pessoal. Criança precisa aprender desde cedo o sentido da vida, o sentimento de solidariedade, mas não com aquela ideia “do dar para receber em dobro”. Criança precisa descobrir o que é a amizade e praticar respeito porque vivenciou isso em casa e aprendeu que é a coisa certa, e não apenas porque está escrito em algum livro sagrado, decreto social, síntese ideológica ou doutrinária.

Quando observamos o comportamento dos nossos jovens, a leitura que fazem do nosso modo de vida e de como interagem como isso, logo se percebe que alguma coisa está errada ou incompleta. Basta observar o excesso de hábitos, vícios ou manias patológicas que adotam para si.

E há toda uma cultura instituída de que criança precisa de agrados exagerados e de que em seu mundo tudo deve ser permitido. E isso inclui as birras, os erros, mesmo os intencionais, até como forma de evitar que sofram constrangimentos ou traumas emocionais, caso sejam repreendidas. É crença de que tais intervenções poderão se transformar em feridas psicológicas sérias.

No entanto, permitir que absorvam sem ressalvas todo conteúdo midiático disponível, onde acessam de forma indiscriminada bizarrices, violência sem limite, conteúdos nosográficos e perturbadores até mesmo para um adulto centrado, paradoxalmente, isso é permitido, apoiado por cientistas educacionais, considerado socialmente como uma pedagogia adequada.

Assim, alertar para um erro que eventualmente venham a cometer é considerado coisa capaz de lhe causar traumas. Mas, assistir novelas com tramas espúrias, de uma realidade absurda, onde o culto a deformação social é uma coisa tão natural quando o ato de respirar, isso é considerado edificante, e até debatido em círculos de pais e professores como exemplificação saudável dos novos comportamentos.

Onde está a falha? E se a falha está em nosso modo acrítico de enxergar esse problema? De aceitar essa manipulação midiática de maneira transigente, como religiosos fanáticos que se recusam a pensar e simplesmente se deixam conduzir por gurus inescrupulosos para o abismo, crentes de que do outro lado das trevas existe um paraíso construído especialmente para atender suas carências mais infames?

De fato, essa mentalidade meritória não lembra o processo dos mimos? Isto é, aceitamos o mundo com suas deformações e absurdos, mas em troca de nossa indiferença, concordância e apoio, há um paraíso em algum ponto atemporal a espera dos resignados.