Dicas Práticas para os Primeiros anos de vida

Dicas para Dicas para Contação de Histórias no Jardim de Infância ou Educação Básico

Historinhas são tão importantes para a criança, quanto a necessidade de brincar...
"Quem disse que as coisas simples não podem ser transformadas em Atividades Cognitivas úteis?"
Dicas para Dicas para Contação de Histórias no Jardim de Infância ou Educação Básico

Uma criança atenta assimila as informações de forma consciente e inconsciente, e isso quer dizer que, o educador deve ser duplamente cauteloso na escolha do conteúdo de suas preleções...

Examinando a Questão...

A professora do ensino Básico, Jardim de Infância ou Maternal deve contar histórias diariamente. Os contos poderão ser conhecidos ou inéditos, dependendo do interesse da turma, sendo que o número de repetições é ilimitado.

Para as crianças nesse estágio etário, a repetição de histórias tem um valor especial. Isso ajuda no processo de fixação em sua memória, sem contar que a cada nova seção de contos sua capacidade de compreensão aumenta, e o entendimento da linguagem torna-se mais claro. Por isso a introdução de pequenas variações entre as narrativas iguais são importantes.

Cabe ao educador atento inserir os comentários durante as narrativas. Esse pequeno gesto irá ampliar o modo como as crianças interpretam o contexto das coisas, o grau de aprofundamento de uma ideia, e o conceito de que todo ponto de vista pode ser descrito e compreendido de múltiplas formas.

A escolha das histórias deve ser feita entre os livros com pouco texto, linguagem simples e com ilustrações grandes e sugestivas, de modo a atender às diferentes necessidades da turma.

Exemplo: A professora sabe, por informações dos pais, que uma das crianças do grupo tem problemas de alimentação. Ela então poderá contar uma história onde exista, como trama central, um ensinamento relacionado a alguém que não gosta de comer.

No preparo de um plano de trabalho atender-se-á a diferentes itens, dentre os quais:

Horário – Na educação Básica, com exceção das atividades em que a escola necessita que haja uma coordenação de horário das turmas, tais como, lavagem das mãos, merenda, higiene dentária, recreio e repouso, em todos os demais casos o horário não pode ser rígido.

As atividades deverão surgir do modo mais natural possível e de acordo com as oportunidades de cada momento.

A criança não deve sentir que há a "Hora da História". Para tal a professora deve usar de todos os artifícios para disfarçar.

Local e Arrumação – A professora poderá contar a história dentro da sala de aula, no pátio, com as crianças sentadas nos degraus de uma escada, no jardim, etc.

Quanto à arrumação, as crianças deverão ficar de frente para a professora, de modo que todas vejam perfeitamente o livro em suas mãos, assim como o narrador dramatizando a história, ou mesmo o material de apoio que está sendo usado.

Motivação – A criança não deve perceber que a professora deseja contar uma determinada história. Cabe a esta, pondo em jogo toda a sua habilidade criativa, provocar o interesse do grupo. Isso se consegue criando uma situação sugestiva na qual a história venha a ser solicitada pela turma.

Apresentação da História – A professora precisa conhecer previamente o texto da história. Isso é importante para uma narrativa fluente, sem engasgos, de modo a facilitar sua interpretação, comentários e o ajuste da linguagem de acordo com o perfil do público ouvinte.

A história deve ser contada com o auxílio do material disponível no momento – gestos, pantomimas, livro, desenhos no quadro negro, fantoches, gravuras, objetos, figuras dos personagens recortadas em cartolina, teatros de sombra e de vara, etc. – já que a criança do Básico vai precisar de subsídios para construir imagens virtuais que facilitem seu entendimento.

Durante a história a professora pode, de vez em quando, solicitar a cooperação da criança, como, por exemplo: "... e agora", diz ela virando a página e mostrando às crianças; "Olhem quem vem falar com o cãozinho... isso mesmo o carteiro..."

Este artifício poderá também ser usado quando a professora perceber que houve um momentâneo desinteresse das crianças.

Outra técnica que funciona muito bem nessas horas é a inserção de um Clima de Mistério, ou a insinuação de que algo inesperado está para acontecer.

Comentários – Como já foi mencionado antes, embora a história, para a criança, seja sempre uma atividade recreativa, a professora não deve deixar escapar esta esplêndida oportunidade de aumentar os conhecimentos do grupo. Por isso deve acrescentar os comentários, de modo a enriquecer o texto e facilitar a assimilação do conteúdo pelo grupo.

Isso quer dizer que, ao escolher uma história, a professora deverá planejar com antecedência o que de interessante e útil poderá conversar com as crianças a respeito da mesma. Desse modo poderá usar o enredo do conto para inserir elementos que considere útil à cognição do grupo. Por exemplo: desejando falar sobre higiene bucal, poderá sugerir que o personagem do conto, embora isso não faça parte da história, gosta muito de escovar os dentes

Outro exemplo: Numa história em que um cãozinho fala com pessoas de diferentes profissões, o assunto do comentário pode ser direcionado de modo a explorar o lado prático das "profissões". Poderão ser aquelas mencionadas na história, ou outras que as crianças já conheçam superficialmente, ou mesmo algumas que a professora de forma calculada vai "lembrar" na hora.

Finalmente, não se limite ao escopo dessa lista de reflexões, estude seu caso e faça adaptações, afinal de contas, um modelo pedagógico estático só é capaz de formar cidadãos fleumáticos.

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