Folclore Brasileiro

Os Personagens
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Índice: Folclore Brasileiro Ilustrado: Os Personagens

A Lenda do Romãozinho
Editoria de Pesquisas do Site de Dicas [1]

Aspectos Gerais do Mito

Romãozinho
Dizem que não há um limite para a maldade. Será isso verdade?

Ele era um menino filho de lavrador, e já nasceu vadio e malcriado. Adorava maltratar os animais e destruir plantas, sua maldade já era aparente.

Um dia, sua mãe mandou-o levar o almoço do pai que estava num roçado trabalhando. Ele foi, e como sempre, de má vontade e esbravejando a mãe.

No meio do caminho, comeu a galinha inteira, juntou os ossos, e levou para o pai. Quando o velho viu o monte de ossos ao invés de comida, perguntou que brincadeira sem graça era aquela.

Romãozinho, ruim como era, querendo se vingar da mãe, que tinha ficado em casa lavando roupa, disse:

"Foi isso que me deram... Acho que minha mãe comeu a galinha com um homem que vai lá quando o senhor não tá em casa, aí mandaram os ossos..."

Louco de raiva, acreditando no menino, largou a enxada e o serviço, voltou para casa, puxou a peixeira e matou a mulher.


Morrendo a velha amaldiçoou o filho que estava rindo:

"Não morrerás nunca. Não conhecerás céu ou inferno, nem descansarás enquanto existir um único ser vivo na face da terra."

O marido morreu de arrependimento. Romãozinho sumiu, rindo ainda.

Desde então, o moleque que nunca cresce, anda pelas estradas, fazendo o que não presta. Quebra telhas a pedradas, assombra gente, tira choco das galinhas. É pequeno, pretinho como o Saci, vive rindo, e é ruim.

Não morrerá nunca enquanto existir um humano na terra, e como levantou falso testemunho contra a própria mãe, nem no inferno poderá entrar.

Informações Complementares:
Nomes comuns: Romãozinho, Fogo Fátuo, Corpo-Seco.

Origem Provável: A lenda é conhecida no leste Bahia, em toda Goiás, parte do Mato Grosso e também na fronteira do Maranhão com Goiás.

Os primeiros relatos do mito são do distrito de Boa Sorte, município de Pedro Afonso, em Goiás, fronteira do Maranhão, e data do século XX.

Outras versões do conto, dizem que a mãe do menino, fiava algodão no alpendre da casa, quando o marido chegou por trás dela e a matou.

O menino, também vira uma tocha de fogo, que fica indo e vindo pelos caminhos desertos. Alguns dizem que ele é o próprio Corpo-Seco, isto é, alma de gente tão ruim que nem o céu nem o inferno o deixaram entrar, por isso vaga pelo mundo assustando as pessoas.

Alguns estudiosos afirmam que o mito do Saci-pererê, deu origem a essa lenda.






Notas:

[1] A Editoria de Pesquisas Folclóricas, é composta por dois antropológos, sendo um deles também folclorista, historiador e publicitário. Contando ainda com a colaboração de uma pedagoga especializada em Tradições Populares e Costumes Antigos, e ainda com as várias e valorosas contribuições dos nossos leitores.
Veja aqui nossa Bibliografia consultada.

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