Um Grito de Alerta
Um Grito de Alerta
Série: Compreendendo o Comportamento Infantil
As Crianças e as Novas Tecnologias...
Autor: Alberto J. Filho [1]
25 de Março de 2016

Paciência é um atributo pessoal que também se Aprende...

Grito de Alerta
Em nossos dias, a institucionalização da ignorância se transformou em estilo de vida...

As Novas Tecnologias e as Crianças...

Com frequência, se enfatiza os supostos benefícios que a moderna tecnologia é capaz de nos proporcionar, especialmente quando a pauta são os itens relacionados ao fascinante mundo virtual. Nesse escopo estão os computadores de mesa e portáteis, os Smartphones e similares, e tantos outros derivados que colocam à nossa disposição um grande acervo de aplicativos, utilitários, serviços e exóticas conveniências.

Se os benefícios são indiscutíveis, os malefícios, quase sempre, são deixados de lado, ou intencionalmente ignorados. Mas, se colocarmos tudo numa balança e como medida usarmos de bom senso e inteligência, talvez possamos ver a coisa de outra forma.

Por exemplo, se de um lado o mundo da informação digitalizada nunca nos ofereceu tantas possibilidades, por outro, há um lado obscuro que precisa ser avaliado, estudado, examinado, e tudo isso com redobrado cuidado, para que os supostos “avanços” e benefícios não se transformem em malefícios. É bom lembrar sempre do adágio: “Um tijolo, nas mãos de um pedreiro, servirá para construir; já nas mãos de um malfeitor, como eficaz arma de destruição.”

Ao final, vale a ponderação e o questionamento profícuo. Lembre-se: "Criança sem bom senso em terra de ninguém acaba encontrando aquilo que não convém."

Enfim, eis a seguir algumas considerações sobre o assunto, que, segundo o princípio da dúvida, podemos pautar como ponto de partida para uma reflexão mais ajuizada.

"A internet aproxima as pessoas através de uma maior interação..."

Claro que negar os benefícios da Internet seria uma grande e insensata estupidez, mas, quando a questão se volta para a interação entre pessoas, os tais “benefícios” não podem ser aplicados como regra.

É cada vez maior o número de usuários que se isolam; que se contentam com o contato virtual e remoto ao invés do presencial. E embora aparentemente ampliem seus círculos de “amigos” nas redes sociais e veículos afins, o convívio impessoal ou virtual é o que predomina, sem contar que a maioria desses “amigos” cibernéticos nem existem de fato, ou não são aquilo que aparentam ser. Enquanto isso, na vida real, o número de afetos é cada vez menor.

A propósito, já existem dezenas de estudos que comprovam o fim de muitos relacionamentos conjugais ou pessoais causados pelo uso exagerado ou patológico da internet, assim como dos seus subprodutos.

Amigos verdadeiros ainda carecem da mais antiga das tradições, ou seja, o contato e a interação física, a formidável química da espontaneidade. Afinal de contas, uma boa conversa presencial ainda é o melhor remédio para fortalecer e potencializar uma relação amigável; já no mundo virtual, isso não se aplica.

Entretanto, proliferam as colônias de indivíduos solitários cercados por entidades virtuais, e tudo isso graças à força do eufemismo midiático e dos investidores do ramo, que vêem nessa prática uma oportuna forma de controlar, cativar, criar dependências, escravizar, manipular e fazer lavagem cerebral em seus infelizes simpatizantes, ou usuários, e tudo isso claro, com a intenção de ganhar dinheiro.

E o resultado desse isolamento mascarado de interação e sociabilidade é a alienação, o fanatismo, a sujeição, e a conexão cada vez maior com as drogas, uma vez que os tais “suportes químicos” se prestam a compensar a angústia do isolamento, a depressão causada pela clausura, pela falta de contato físico. Há ainda uma geração inteira que passa os dias em ambientes blindados, fechados, onde a única luz que vêem é a dos seus monitores.

E uma das consequências é o sedentarismo, a carência de vitamina D, entre outros. A vitamina D, que na verdade é um hormônio, é responsável pelo controle de 229 funções do nosso corpo, e com sua falta, o que ocorre pela heliofobia, que é o medo da exposição à luz solar, um movimento patrocinado pelos fabricantes de filtros solares e derivados, será inevitável a incidência cada vez maior do aumento das doenças crônicas motoras, tais como, as patologias reumáticas, a esclerose múltipla, os cânceres, a deficiência visual, a melancolia e os processos depressivos.

Mas, sem dúvida, parece que a pior de todas as patologias ainda é a insensatez, ou a arrogância de imaginar que inteligente é todo aquele capaz de dedilhar com grande rapidez textos de mensagens nos dispositivos móveis de comunicação, ou ainda aquele que é capaz de esmiuçar com desenvoltura as dobras das configurações dos novos "brinquedos" eletrônicos.

"A criança aprende mais, isso porque há uma grande quantidade de informação disponível..."

Esse é um mito dos mais importantes que, infelizmente, se transformou em uma falsa verdade. O pior de tudo é que esse posicionamento é largamente apoiado pelos seus próprios criadores, os senhores da mídia virtual ou impressa, uma poderosa indústria cujos axiomas ou posturas, muitas delas patológicas, claramente equivocadas, são seguidas e cultuadas como verdadeiras doutrinas existenciais, por um crescente exército de indivíduos alérgicos ao questionamento do estado das coisas.

De fato existe muita informação, mas, grande parte desta é desqualificada, ou simplesmente refugo, o que acaba por causar mais confusão que esclarecimento. Há um excesso de desinformação. Ali é uma terra de ninguém, onde qualquer um escreve o que bem entende, onde a ética não é uma prática vista com bons olhos.

Má informação numa mente infantil e ainda sem discernimento tem o mesmo peso de uma verdade. Saber filtrar o que serve daquilo que não serve, isso ainda não faz parte do repertório cognitivo de uma criança, logo, ela estará sob jugo ou assédio das inúmeras correntes negativas que proliferam no meio virtual.

Novos estudos informam que a capacidade memorização está sendo seriamente afetada pela Internet. Ocorre que quase não há mais o interesse de se memorizar informações, uma vez aparentemente sempre estarão disponíveis ao toque de um dedo ou clique de um mouse, o que dá a falsa sensação de que temos boa memória. Sem contar que muitas dessas informações prescindem da respectiva experiência comprobatória, o que só se consegue vivenciando as coisas, vivendo de forma não virtual, e por isso só aumenta ao número dos “teóricos de tudo”, sabedores de nada, e o pior de tudo, com a memória cada vez mais precária.

"A criança se torna madura cada vez mais cedo..."

Esse é outro mito. Maturidade não se consegue com informação, mas com vivência, experiência de vida, erros e acertos. Informação sem discernimento, ou cujo significado não se conhece, cujo desdobramento não se pode medir, é a mesma coisa que semente plantada sobre pedra. Além disso, a criança passa a maior parte do seu tempo “brincando” e fofocando no meio virtual, motivada mais pela curiosidade das muitas bobagens que circulam nas redes sociais, do que atraída pela possibilidade de aprender alguma coisa que lhe seja útil e construtiva de fato.

Logo, embora exista um intenso intercâmbio entre protagonistas de correntes diversas, isso ocorre entre fontes igualmente imaturas e desinformadas. O resultado é mais desinformação e confusão que erudição e boa cognição.

Bom, isso não é tudo, mas bem que poderá servir como um primeiro passo em direção a uma reflexão mais profunda sobre o assunto.

E por último, não acredite em nada que você mesmo não seja capaz de experienciar ou comprovar através da vivência sadia e lúcida. Lúcida quer dizer, consciente, sóbria, sem efeito de drogas ou estimulantes de qualquer natureza. Experimente o dom do questionamento, descubra por si mesmo o que vem a ser bom senso com equilíbrio; transforme suas ideias em ações práticas, e tudo isso em um viver positivo, que não é diferente do produtivo.


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