Um Grito de Alerta
Um Grito de Alerta
Série: Compreendendo o Comportamento Infantil
As Crianças e os Fumantes...
Autor: Alberto J. Filho [1]
25 de Março de 2016

O Princípio da Dúvida ainda é o melhor aliado da Cognição...

Grito de Alerta
A ignorância sempre é o maior aliado da falta de bom senso...

As Crianças e os Fumantes, ou simpatizantes de outras Drogas...

Há um equívoco muito grande quando se elaboram as campanhas, cujo objetivo é inibir, desencorajar, demover, da mente dos mais jovens a curiosidade em relação ao uso das drogas.

O termo: “Pode causar dependência”, uma expressão adotada pelas entidades reguladoras oficiais para alertar sobre os malefícios de drogas e outros, na verdade não passa de um eufemismo, uma vez que na cabeça do jovem reverbera como uma ressalva cuja natureza é incerta, ou pouco provável, ou mesmo improvável de ocorrer. Se houvesse seriedade nas campanhas, a expressão correta deveria ser: “Isso Vai causar dependência em você e destruir sua vida.” Enfatizar essa verdade seria a postura ética, a única talvez proveitosa para os jovens.

O outro aspecto da informação incompleta que se vê nas campanhas é quando se diz que “droga” é uma coisa ruim, embora esse lado ruim nunca seja detalhado, diluído, clarificado; enfim, nunca se informa quais seriam as supostas consequências, ou os desdobramentos negativos a partir do consumo da coisa em questão.

E, a julgar pelas evidências nada discretas do fracasso de tais campanhas, dizer simplesmente que é ruim, não parece repercutir da maneira esperada na cabeça dos jovens. Talvez, por isso mesmo, as legiões de dependentes só aumentam. Outra questão vital é: por que um dependente iria apreciar uma coisa que lhes proporcionasse um “mal-estar” constante? E eis o perigo das drogas, uma vez que, aparentemente, não é bem isso o que ocorre.

Os Problemas começam depois, jamais imediatamente. Se a dependência pode surgir já a partir do primeiro contato, os males da escravidão ao vício, das terríveis consequências físicas e dos distúrbios mentais irreversíveis que irão surgir, sem contar os efeitos sociais destruidores de lares, relacionamentos, e a inevitável delinquência, tudo isso acontece de forma gradual, às vezes lenta, daí a falsa sensação de que não existem as decorrências negativas.

Deveriam ainda as campanhas cuidar de esclarecer, sem estes eufemismos e maquiagens, que todas as drogas foram criadas para proporcionar “prazer” e dependência a cada usuário. E tudo isso deveria ser dito sem suavizações, sem meios termos ou floreios, sem essa conversa de que “é possível que aconteça com alguns.” Afinal de contas, se o processo de dependência fosse seletivo, como seria possível identificar o consumidor “vulnerável” do imune?

Daí a surpresa do jovem quando, ao experimentar aquela coisa, se sente aparentemente bem; mais disposto, mais motivado, mais alegre. Por isso é fundamental que lhes digam a verdade antes que experimentem. E a verdade é: “A droga produz, a princípio, efeitos somáticos agradáveis, esse é o seu papel, por isso vicia, por isso cria verdadeiras hordas de adictos, por isso acaba com seus cérebros, sem direito à restauração. Se fosse desagradável não causaria vício algum, não recrutaria tamanha massa de vassalos, autômatos, zumbis animados, que a cultuam como um ícone sagrado.”

Os efeitos colaterais, estes deverão ser enfatizados, sem rodeios, sem hipocrisia. Parar com essa história de: “Essa droga PODE causar isso, ou aquilo”, isso é puro jogo publicitário, e que mais favorece aos fabricantes e disseminadores da praga. A expressão “Pode causar” aos ouvidos de um jovem é o mesmo que “Não vai causar”. Deveria ser dito: “Drogas CAUSAM demência cerebral, perda irreversível da memória, problemas de saúde devastadores, doenças incuráveis, acaba com a dignidade humana, transforma o homem num animal furioso fora do controle da razão, e o mais importante, tem o poder avassalador de causar dependência incontrolável em qualquer sujeito, ponto final.”

Um adulto quando fuma, o faz primeiramente por satisfação, não importa se alega outro motivo. Sem satisfação não há vício. Se a dependência é um dos efeitos colaterais, a satisfação é a razão pela qual existem os vícios, com exceção dos medicamentosos, aqueles não ingeridos de forma voluntária.

Há também os aspectos estéticos, a aparência, aquele “benefício” extra que espera encontrar o usuário e defensor de um vício, quando agarra com unhas e dentes seu objeto de satisfação. E para uma cultura deformada, aquele gesto, o de fumar ou se drogar, representa muito. Significa status, o poder da liberdade, a satisfação de ser “livre” – quando é exatamente o inverso – para fazer o que bem entende, mesmo que isso represente um autocídio, a morte voluntária e lenta de si mesmo.

Para um viciado em qualquer coisa, inteligência significa depender de algo, ser escravo de uma coisa que vem de fora para tentar preencher aquilo que lhe falta por dentro. Seu modo de pensar é sempre deformado, patológico, equivocado, e então procura demonstrar que é livre através de palavras, uma vez que com gestos isso não é mais possível.

Para uma criança o que conta mesmo é o gesto, as aparências, uma vez que esta desconhece por completo as consequências. Ainda não sabe o que é dependência, mas, imaturamente, procura copiar as manias, os hábitos daqueles a quem admira, quer dizer, as entidades humanas com as quais convive. Ela pensa da seguinte forma: “Se meu pai aprova é porque é coisa boa, lícita. Se é bom pra ele, decerto, também o será para mim...”

Para o pai ou parente que seja dependente de algum tipo de droga, ou mania, sempre faltarão argumentos convincentes para demover da pauta de desejos daquela criança, ou jovem, seja filho, amigo ou agregado, que o objeto do seu vício é um processo negativo.

Um viciado praticante não tem postura, nem gabarito para servir de exemplo, quando o assunto for afastar uma criança ou jovem das malhas pegajosas duma dependência química. O que poderá dizer ele: “Não faça isso que eu estou fazendo, por satisfação e prazer, porque é ruim?” Será que tal argumentação terá algum efeito ativo, profícuo, educativo, cognitivamente edificante na mente daquele jovem?

O exemplo fala com mais objetividade do que qualquer falácia. Exemplo é tudo, e as palavras, sem a respectiva exemplificação que sirva de reforço, não significam absolutamente nada. Se um dependente de drogas pratica seu vício diante de um filho, este é o exemplo que o mesmo terá como modelo para suas futuras deliberações. E, na primeira oportunidade, caso seja fraco de caráter, essa criança, agora no papel de jovem, não pensará duas vezes.

Por isso educação é tudo, e o exemplo começa em casa. Não espere pelo exemplo da rua, nem confie nos órgãos que se dizem preocupados com o problema, afinal de contas, o problema é seu. Com o bom exemplo e correto esclarecimento de casa, nenhuma força negativa do mundo lá fora será capaz de mudar essa escrita.


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