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7 Motivos pelos Quais as Escolas não Educam

Fundamentados em evidências concretas, os autores relacionam 7 motivos pelos quais as escolas tradicionais não mais podem ser consideradas como centros educacionais...
"O indivíduo que caminha no escuro sem tatear, cedo ou tarde cairá em um buraco sem esperar..."
7 Motivos pelos Quais as Escolas não Educam

Na educação tradicional o educador afirma para o aluno. No modelo ideal ele suscitaria a dúvida...

Uma Pedagogia fundamentada na falta de Ética e atraso Consciencial...

Quando avaliamos o modelo escolar praticado em nossa civilização, mais parece que estamos diante do seguinte quadro: uma pedagogia que não funciona, aplicada por um educador sem vocação, sob a orientação de uma escola sem direção, que por sua vez segue as diretrizes curriculares de um ministério educativo sem competência. Dá para adivinhar qual será o resultado final dessa equação?

Faz tempo que a escola tradicional deixou de ser um ambiente propício ao exercício da boa cognição. A sua pedagogia obsoleta e repleta de práticas inúteis, cujo benefício educacional além de quase nulo só é capaz de criar mais comportamentos patológicos que sadios. Ali deixou de ser uma instituição de esclarecimento e se tornou um centro de embotamento cerebral; de atrofia intelectual, e rotineiramente, um centro especializado na prática de ideologias mórbidas.

Um jovem que já sai de casa deseducado, terá seu quadro agravado no meio acadêmico. Ali não se ensina organização ou disciplina, muito menos a arte do compartilhar ou do respeito mútuo, e o ambiente escolar mais se assemelha a uma praça de guerra, onde todos competem entre si por alguma coisa, mesmo sem saber qual é o objeto da disputa, ou qual o valor prático daquele ganho.

A escola que conhecemos não tem compromisso com nada, muito menos com as práticas educativas. Trata-se apenas de um local onde os jovens se reúnem para se especializarem na arte do aprendizado reverso. Aprendem o que é profissão, mas não o que é profissionalismo. Ensinam a cantar e dançar, a competir até pelo direito de entrar primeiro na sala de aula, mas nunca sobre bons modos, bom senso, cidadania e respeito. De fato, primariamente isso deveria ser papel dos pais, mas, secundariamente, uma pedagogia obrigatoriamente reforçada na escola.

Ensinar para a vida, isso deveria ser uma disciplina formal. Mas, dificilmente algum educador conhece o significado desse conceito. E naquele ambiente que deveria ser propício para o despertar e potencialização das vocações, para a prática do companheirismo e do pleno exercício do princípio da dúvida, servindo ainda como uma fonte complementar de inspiração, confiável e disseminadora da boa educação, não é isso que ali irão os jovens encontrar.

Eis os principais motivos pelos quais a Escola tradicional não pode mais ser considerada como um Centro Educacional ou formador de Cidadãos...

Por que a escola não ensina para seus alunos o que significa o respeito e a consideração? Por que a ciência da vida é deixada de lado e substituída pelo culto às coisas inúteis? Por que não se fala sobre sexualidade, uma vez que essa pauta é um dos maiores problemas na formação dos jovens, que, desinformados, acabam por cair nas armadilhas da ignorância patrocinada por uma corrente midiática que vê na bizarra patologia dos excessos uma evidência de evolução?

Por que não se fala sobre saúde, noções de higiene, cidadania, educação financeira, os malefícios e a degradação patrocinada pelos vícios, afinal de contas, tudo isso não faz parte da vida de qualquer cidadão civilizado? Não seria o papel de uma escola dar um mínimo de esclarecimento ou qualificação a esse jovem, para que um dia ele seja capaz de interagir com o máximo da vida?

Por que não se trabalha exaustivamente sobre o processo da vocação individual de cada um, ou simplesmente esclarecendo sobre as características de cada profissão? Você acha que eles descobrirão isso sem ajuda, de forma lúcida, a tempo de decidirem adequadamente sobre qual deverá ser o rumo profissional mais calibrado com suas inclinações naturais? Veja seu próprio exemplo e decida se eles merecem esse tipo de atenção.

E os educadores, qual o seu verdadeiro papel? Distribuir tarefas em sala de aula para depois corrigir? Ocorre que o próprio educador raramente é qualificado, nem exerce sua profissão por vocação. Sem contar sua crônica insatisfação com a remuneração, condições de trabalho degradantes – isso inclui suporte material aos alunos –, carga horária excessiva, e ainda a absurda falta de valorização profissional. Dá para imaginar as consequências óbvias de tudo isso?

No modelo formal de educação há uma ênfase em condicionar o aluno para que um dia venha a se tornar o funcionário de uma corporação qualquer, um cativo dos favores alheios, alguém cuja colocação profissional e meio de sobrevivência está na eterna dependência de um empregador, e jamais de sua autossuficiência. A regra, dentro e fora das academias de ensino, é criar uma mentalidade onde o ato de procurar um emprego depois de formado seja uma espécie de objetivo existencial clássico.

Mas, nunca se fala da condição mais inteligente que seria a criação de um espírito independente, onde o indivíduo seja capaz de criar seu próprio trabalho, o que significa tornar-se empreendedor. No entanto, isso não se pode exigir de pedagogos que também são vítimas, que já fixaram suas raízes no sistema anticognitivo tradicional, e que também por isso teimam em seguir um inflexível e patológico modelo fracassado desde a origem.

Sem contar que eles próprios também desconhecem a própria vocação. São filhos de uma arcaica pedagogia voltada para a acomodação e conformismo; uma armadilha que capturou a todos enquanto imaturos. Trata-se de um modelo que mais se assemelha a didática medieval, onde a condição para se tornar vassalo e infeliz eram as únicas alternativas permitidas ao cidadão comum. E por mais bizarro que pareça, naqueles tempos – onde a ideia de sofrimento institucionalizado fazia parte da tradição –, o conceito era vendido como um presente dos deuses, um ingresso indispensável para a entrada no reino dos céus. Será que mudou alguma coisa desde então?


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