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Mitos e Verdades sobre Inteligência que você Desconhece

Quando avaliamos os conceitos tradicionais sobre o que vem a ser inteligência, será que não estamos apenas examinando um conjunto de mitos? Afinal de contas, o que é especulação ou fato, quando colocamos o tema "Inteligência" sobre a mesa?
"Inteligência não é uma qualidade que adquirimos ao final da jornada, mas, ao invés disso, no princípio, quando resolvemos caminhar em busca de respostas..."
Mitos e Verdades sobre Inteligência que você Desconhece

O aumento de informação não torna mais sábio o homem comum, apenas amplia as opções de escolha disponíveis em sua mente já confusa...

Não acordamos ao abrir os olhos, mas antes disso, quando ainda de olhos fechados temos plena consciência de que somos capazes de fazê-lo...

Uma das mais contraditórias e enigmáticas pautas acadêmicas de todos os tempos ainda é a busca por uma definição universal do que vem a ser inteligência. Não parece uma tarefa simples, uma vez que a cada nova geração, novas ideias e métodos são acrescentados à imensa lista de conceitos já homologados, catalogados, protocolados como gabaritos ou métricas em torno do assunto.

O cérebro humano é dotado de uma capacidade inata que é pensar. Ele pensa a despeito de nossa vontade. Nossos pensamentos não podem ser evitados, e o máximo que podemos conseguir, com treino e perseverança, é torná-lo um tanto mais seletivo, disciplinado e organizado.

Podemos assim dar atenção a alguns, e desprezar outros. Pensar não é sinal de inteligência, trata-se de um atributo inato do cérebro, desde que exista lastro para isso. Nesse caso, ter Lastro significa ter memórias, lembranças. E nesse campo, os conceitos éticos e morais, assim como as regras e normas de comportamento de uma sociedade, são meras informações, dentre milhares, que fazem parte daquele repositório ou banco de dados.

Imagine o motor de um veículo, que a despeito de sua capacidade de fábrica de gerar energia motriz para movimentá-lo, só será capaz de realizar tal procedimento se existir combustível em seu interior para ser queimado. Podemos comparar o cérebro ao bloco do motor onde tudo isso acontece. Já as memórias, estas podemos considerar como o combustível a ser queimado.

O movimento capaz de gerar energia a partir da queima do combustível seria o pensamento. Ou seja, sem as memórias, que é o combustível, o movimento de percorrê-las criando cadeias lógicas também conhecidas como pensamentos, não poderia ocorrer.

Domesticar um animal é simples. Para isso basta ensinar-lhe o processo de imitação de certos gestos, mas sempre em troca de compensações. Depois de treinado por um tempo, a simples lembrança da recompensa o fará lembrar-se do gabarito ou procedimento que deverá repetir para merecer seu quinhão ou agrado.

Ele pensa, logo é capaz de reagir aos estímulos conhecidos. Reagir significa reconhecer uma instrução ou parâmetros de uma tabela ou fórmula e reproduzir, quer dizer, seguir os passos indicados que o conduzirão a uma determinada ação ou feito.

Roteiro ou receita sempre resulta em alguma ação. Observe como nosso comportamento é parametrizado, isto é, como segue prescrições, regras pré-estabelecidas. Regras que orientam como devemos fazer ou decidir, interpretar ou desejar, sentir, e assim por diante. Agimos segundo o modelo parametrizado que rege nossos atos e pensamentos, e aparentemente, não há outro modo.

Um computador funciona do mesmo modo. Diante de uma solicitação de serviço, ele receberá como ponto de partida para sua ação algumas informações ou orientações básicas, e nos devolverá o procedimento esperado.

O Conceito de Inteligência...

Uma das mais contraditórias e enigmáticas pautas acadêmicas de todos os tempos ainda é a busca por uma definição universal do que vem a ser inteligência. Não parece uma tarefa simples, uma vez que a cada nova geração, novas ideias e métodos são acrescentados à imensa lista de conceitos já homologados, catalogados, protocolados como gabaritos ou métricas em torno do assunto.

O cérebro humano é dotado de uma capacidade inata que é pensar. Ele pensa a despeito de nossa vontade. Nossos pensamentos não podem ser evitados, e o máximo que podemos conseguir, com treino e perseverança, é torná-lo um tanto mais seletivo, disciplinado e organizado.

Podemos assim dar atenção a alguns, e desprezar outros. Pensar não é sinal de inteligência, trata-se de um atributo inato do cérebro, desde que exista lastro para isso. Nesse caso, ter Lastro significa ter memórias, lembranças. E nesse campo, os conceitos éticos e morais, assim como as regras e normas de comportamento de uma sociedade, são meras informações, dentre milhares, que fazem parte daquele repositório ou banco de dados.

Imagine o motor de um veículo, que a despeito de sua capacidade de fábrica de gerar energia motriz para movimentá-lo, só será capaz de realizar tal procedimento se existir combustível em seu interior para ser queimado. Podemos comparar o cérebro ao bloco do motor onde tudo isso acontece. Já as memórias, estas podemos considerar como o combustível a ser queimado.

O movimento capaz de gerar energia a partir da queima do combustível seria o pensamento. Ou seja, sem as memórias, que é o combustível, o movimento de percorrê-las criando cadeias lógicas também conhecidas como pensamentos, não poderia ocorrer.

Domesticar um animal é simples. Para isso basta ensinar-lhe o processo de imitação de certos gestos, mas sempre em troca de compensações. Depois de treinado por um tempo, a simples lembrança da recompensa o fará lembrar-se do gabarito ou procedimento que deverá repetir para merecer seu quinhão ou agrado.

Ele pensa, logo é capaz de reagir aos estímulos conhecidos. Reagir significa reconhecer uma instrução ou parâmetros de uma tabela ou fórmula e reproduzir, quer dizer, seguir os passos indicados que o conduzirão a uma determinada ação ou feito.

Roteiro ou receita sempre resulta em alguma ação. Observe como nosso comportamento é parametrizado, isto é, como segue prescrições, regras pré-estabelecidas. Regras que orientam como devemos fazer ou decidir, interpretar ou desejar, sentir, e assim por diante. Agimos segundo o modelo parametrizado que rege nossos atos e pensamentos, e aparentemente, não há outro modo.

Um computador funciona do mesmo modo. Diante de uma solicitação de serviço, ele receberá como ponto de partida para sua ação algumas informações ou orientações básicas, e nos devolverá o procedimento esperado.

Considerações finais...

Incapaz de resolver seus antigos problemas, os mesmos herdados dos seus ancestrais há incontáveis gerações, sem saber como lidar com as mais simples causas dos seus sofrimentos e conflitos, ainda assim, apenas porque é capaz de criar máquinas eletrônicas sofisticadas, o homem se autodenomina inteligente.

O fato é que não sabemos viver sem medo e desconhecemos na íntegra o que significa a paz. Elegemos a destruição do oponente como um ato de vitória por acreditar que o hábito de acumular conhecimento e riquezas é um sinal de sabedoria. Tratamos com indisfarçada indiferença os menos favorecidos e ao mesmo tempo ignoramos seu sofrimento. E diante dessas e outras coisas podemos nos considerar como entidades biológicas dotadas de inteligência?

Sem potencial algum para criar algo original, dotado de uma aptidão inata para imitar ou repetir sem refletir, mesmo aquilo que sabidamente não serve para nada, esse parece ser o verdadeiro papel do homem sobre a terra. Não seria então um sinal de inteligência perceber, com a mais altiva lucidez, que nenhum dos nossos atos pode ser caracterizado como traços, ainda que remotos, de inteligência?

Diz um velho adágio: “O sábio olha para trás, mas não porque esqueceu algo, e sim para ter certeza de que não está mais no mesmo caminho...”


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